sábado, 24 de dezembro de 2011
El llanto
sábado, 5 de novembro de 2011
Ego
sexta-feira, 17 de junho de 2011
vou ser
sábado, 28 de maio de 2011
Vizinha
domingo, 23 de janeiro de 2011
“Se hace camino al andar”
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Pássaro
mas se não me escutas, não quero gritar
prefiro sofrer o silêncio
mas te ter
deveria ser livre
viver
voar
amar
te amar
ser feliz
mas não encontro meu caminho
e de repente você
amor
meu verbo (intransitivo)
meu fogo
minha dor
incontrolável vontade de...
agora e jamais
amanhã e já não mais
tem-me
completamente
mas onde estás que não te encontro?
aqui estavas agora mesmo
e já te foste voar outros céus
resta meu canto
solitário
peregrino
estrangeiro
louco
meu caminho é junto ao teu
mas ainda me é desconhecido
caminharei
traça-lo-ei enquanto te busco
encontrar-te-ei, estejas certo disso
e a música
suave
confidente
misteriosa
mística
poderosa
estridente
inabalável balada de ti
e sem porquês
e sem buquês
e sem embriaguez
só com você
somente e sozinho
você em mim
eu oceano
eu ilha
eu céu
sou livre (?)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Desejo da alma
sábado, 29 de maio de 2010
Labirinto
sexta-feira, 16 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Silêncio, pensamento...
sábado, 30 de janeiro de 2010
Último Suspiro
Ficou agitado ao perceber que eu ainda estava ali. Não me disse nada. Gostava da minha presença, apesar de temê-la. Sentou-se na cama e suspirou fundo. Levantei meus olhos e admirei sua força. Ele me olhou. Nos olhos. Da felicidade ao ódio, em um lapso. Vá embora! Há quanto tempo aqueles olhos não me viam... Há muito tempo não ouvia sua voz. Suave e rouca. Não saí. Ele implorou. Mas eu não queria deixá-lo. Ele chorou. Eu chorei, não sabia por que estava chorando. Ele disse que me levaria embora. Eu não quis. Queria ficar com ele. Mas ele não me queria mais. Eu não acreditei. Ficou por isso.
Não nos vimos o resto do dia. Ele me deixou sozinho. Achei alguns biscoitos esfarelados, um resto de café frio e um leite azedo. A fome apertou e quase desisti. Mas não iria deixá-lo mais. A tarde abafada demorou a passar. Enquanto esperava me lembrei dos anos roubados pelo tempo. Como éramos felizes. Ao menos ele não estava sozinho. Esperava ansioso até que ele chegasse. Conversávamos e ríamos muito. Mesmo quando eles brigavam, ele ia ao meu quarto e a gente simplesmente aproveitava a companhia um do outro. Não precisávamos de palavras.
Lembro uma tarde, a que ele foi embora. Eles haviam gritado muito. Até quebraram alguns pratos. Da gritaria algo que ela disse me sangrou o fundo da alma: ‘não quero mais saber de você!’. Sabia muito bem o que isso significava. Quando ele foi ao meu quarto estava escondido na cama; com medo. Ele me abraçou. Disse que a gente não ia mais se ver. Eu chorei muito. Ele também. Mas as lágrimas não o impediram de me machucar. O que mais doeu foi ficar a noite toda acordado. Quem sabe ele não voltava pra casa... Ilusão. Decepção. Estávamos sozinhos; e ninguém pra nos abraçar.
A noite entrou fria. Pensei que não o veria de novo. Mas ele veio. Trouxe comida pra gente. Enquanto comíamos, ele me olhava. Feliz. Há muito tempo não sorríamos. Não havia mais dor, não existia outra coisa no mundo. Só nós dois, aquele quarto. Estava tudo perfeito outra vez. Conversamos e rimos. Mas ele não era o mesmo; eu também não. Muito tempo havia passado. Mesmo assim, ele não quis que eu ficasse ali. Não havia nada que eu pudesse fazer. Aceitei e disse que de manhã iria embora. Ele sabia que era mentira.
De repente, uma batida à porta. Ele esperava alguém? Não. Também estava surpreso. E, pior, assustado. Ele me olhou e me mandou esconder debaixo da cama. Fui, com receio. Ele abriu a porta. Aqueles homens não pareciam contentes; muito menos seus amigos. Gritavam e empurram-no. Entraram e começaram a quebrar o pouco que tinha por ali. Desespero e medo. Pude ver em seu rosto. Mas eles me descobriram. Eu não sabia o que estava acontecendo. Eles me machucavam; batiam
Ainda pude ver a dor em seus olhos. Eu te amo. Foi o que ouvi ele sussurrar. Não me deixa de novo. Foi o que eu lhe disse. Ele chorava muito, eu não conseguia. Ele me abraçou forte e não me soltava, mesmo enquanto o puxavam e o empurravam com muita força. Ele ignorava a dor e me olhava no fundo dos olhos. Ele ainda me sorri... O último sorriso seu que eu posso ter. O mais belo de todos os que já me havia dado. O mais sincero. O mais profundo. O mais melancólico. A dor é muita. Mas não quero perder meu último momento com ele. Aspiro cada segundo, cada detalhe do seu rosto, cada lágrima de seus olhos... Levo tudo comigo. Deixo pra ele minha ingenuidade; meu amor teimoso, meu último suspiro...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Jeremiadas de fim-de-férias
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Poesia de si mesmo
A noite era fria e o vento cortava o pasto. A lua, grande e desbotada, sorria-lhe, contemplando as estrelas dançantes. Não via sinal de chuva, embora da terra sentisse desprender-se aquele aroma delicioso que despertava seu desejo. Estava a sonhar, quase acordado, um sonho perturbado, mas sentia-se bem, não feliz, mas bem. Não queria que o sonho acabasse, mas um seco latido, vindo de depois das montanhas, com certeza, o assentou na úmida noite. Sentiu desconforto pela dureza da terra, mas não se moveu. Vagou o olhar, tão preguiçosamente quanto pensava, pelo céu. Não se fixou em nada, apreendia, inconsciente, a noite.
Suavemente, voltou ao sonho. Sentiu-se leve, mais que uma brisa. Ainda conseguiu ver seu corpo timidamente esticado e voou num relâmpago. Foi-se sentindo mais pesado, mais significativo, atestou que voltava a ser alma vivente. Mas a luz não lhe permitia ver, apenas sentia o vazio em volta de si. Nenhum vento, nenhum cheiro, somente o silencioso eco no nada. Se não fosse o calafrio percorrendo todo o seu corpo ao sentir cair aquela única e salgada lágrima, diria que já não mais era. De fato, era, mas nele mesmo. Despedaçado para formar um todo; mas um todo que só existia em si. Era o que estava a observar.
Sentiu-se unânime, sentiu-se universo. Essa complexidade não havia existido nele. Incapaz, instável, diminuiu-se na imensidão de ser, do seu ser. Era e simplesmente deveria ser. Mas não se conhecia. Não até então. Era completude e fragmento. Era sonho e realidade. Compreendeu e, então, chorou.
Chorou por conhecer sua realidade. Chorou por não se lembrar mais de suas doces lembranças. Chorou por ser alma carcereira de um espírito impetuoso. Chorou por não saber por que chorava. Chorou e se conformou com tudo o que se deveria conformar.
Passou-se tempo; tempos e momentos memoráveis, mas longe de ser aquilo com o que se deseja ser eterno. Mas sua eternidade, e isso o alentava, ali era breve. Sentiu e pensou o que não queria, mas foi com isso que aprendeu a ser poeta. Poeta, aprendeu a amar, única sensação a que se deu o trabalho de dissecar, não por beleza, mas por disparidade. Amou e não se cansou de querer amar. Só o que não gostava era dos sonhos.
Sempre que sonhava, acordava sufocado por uma angústia infinita. Não compreendia os sonhos, nem sequer os queria compreender. Pensava neles e logo se arrepiava por uma realidade tão impalpável. Era essa, no entanto, viria logo a saber, a angústia de um filho saudoso de seu lar. Mas ainda era cedo e não lhe convinha pensar em matérias tão longe das simples sensações a que seu corpo se submetia. Matéria esta que lhe exigia sentir com o espírito, algo absurdamente impossível.
Mas o que, ao parecer, estava longe de seu destino, anunciou-se numa esplêndida aurora. A dor foi intensa. Se pudesse não senti-la, ou simplesmente não conhecê-la. Seu corpo reacionava violentamente contra a agonia da alma. No entanto, o espírito regozijava-se. Um conflito de sensações estranhas percorria pesadamente seu corpo, morrendo ao se deparar com a vibração obscura do espírito. Já pouco sentia, já quase nada vinha-lhe à memória, já o eco gritava o silêncio aos seus ouvidos e a agitada luz dançava em seus olhos. Um zumbido fino cortava seu corpo. Afogou-se em si e desvaneceu.
Sentiu escorrer em seu rosto uma gota d’água. Chovia. Levantou os olhos e não podia contar as estrelas, mas sabia que eram muitas. Imaginou a lua, reinando por trás destas nuvens. Pensou na terra úmida que suportava seu pesado corpo, e na grama amassada por debaixo de si. Tudo em um lapso revigorante. Sorriu e decaiu-lhe do rosto uma lágrima que, misturada à chuva, regou religiosamente a terra. Voltava a ser poeta de si mesmo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sofia
Foi numa noite como esta que ela chegou. Eu nada podia fazer naquele momento. A tempestade foi rápida e avassaladora. Lembro-me bem porque o meu corpo sentia este mesmo estremecimento ao ser sacudido pela brisa da manhã que estava por vir. Não dizia nada. Palavra nenhuma poderia dar um destino diferente àquela noite. Senti-me prisioneiro da minha alma, clandestino em meu corpo. Culpado e com nenhum esforço para obter a inocência, carreguei religiosamente meu sinistro fado.
A sombriedade dos dias que se seguiram foi-me remédio, comparada ao peso da dor que violava meu espírito. Fui o eterno doente a quem não interessa a cura. Deleitava-me em meus pesares. A cada angústia regozijava-me, como o pai se regozija ao receber em casa o filho outrora perdido. Não questionei o destino de meu espírito; minha alma se esparcia, então, na densa escuridão em que vivia. Onde habita, oculta, a luz.
Dói-me sua agressão; lastima-me seu toque. Carrego no espírito as incuráveis chagas que ela me trouxe, na alma, o ardente desejo de possui-la e no corpo, as inegáveis evidências do meu pecado. Cigana, me ressuscitou da morte causada por ela mesma. E, por isso, aprisionou-me. Não há caminho de volta. Assim como a noite esconde o dia, seu mistério arrebatou meu ser.
Amo-a por isso odeio-a. Somos.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Amar...
O que é o amor?
Uma simples pergunta que não ouso responder. Talvez porque sei que nunca chegarei a uma concepção perfeita ou ideal do que realmente é o amor; talvez porque não queira mesmo saber o que é…
Sim, não me faz falta uma definição… O que importa, de fato, é vive-lo…
Viva o amor! Experimente sentir no mais fundo da alma essa sensação de arrebatamento e de felicidade plena. Deixe-se levar por esse oceano de emoções e por essa infinidade de duvidas. Não questione, não se detenha, não hesite… ame.
Quando ouvimos uma música, por exemplo, nos deixamos envolver pela melodia que nos chega ao mais profundo do nosso ser… Assim também deve ser com o amor. Amar é deixar-se levar pela melodia da alma.
Aqui deixo, então, meu conselho: ame o máximo possível, não deixa de amar, pois a vida não vale à pena se não amamos.
E o mais importante: ame a vida!
sábado, 25 de outubro de 2008
Um Mundo Só Meu
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
"Papai, eu quero a lua"

É tão bonito ver a inocência das crianças e pensar que um dia nós também éramos assim. Mas o que não vemos é que essas pequenas criaturas têm muito a nos ensinar. Apesar de sempre declararmos isso, nossas palavras, como sempre, soam vazias e nos fechamos ás mínimas lições da vida. Como o mundo seria melhor se conservássemos aquela fé que, verdadeiramente, move montanhas. Aquela confiança nas pessoas. Aquela esperança de que nossos sonhos se realizarão.
Mas crescemos. E o mundo nos ensina a não sonhar, a não desejar, a não viver livremente. Não podemos mais acreditar nas pessoas, ou em nossos sonhos. Devemos aprisionar tod
os os nossos impulsos de liberdade e viver exclusivamente em prol da humanidade. Engraçado, a humanidade é feita de pessoas. Indivíduos com suas vontades, seus sonhos, suas individualidades, seus anseios. Como, então, uma humanidade pode viver sem liberdade? O coletivo sufoca o desejo subjetivo. É como se a parte não importasse para a plenitude do todo. Mas que grande contradição. Os sonhos individuais, transformados em sonhos coletivos é que movem o mundo. As idéias partem de um indivíduo e contagiam a sociedade. Não existem desejos coletivos, existe comunhão de intenções. Os bons indivíduos são aqueles que expõem seus desejos para a sociedade. As idéias que movem o mundo partiram de mentes livres.
Por isso, não deixe de desejar, não para de acreditar nos seus sonhos, não se submeta à sociedade. Seja um indivíduo livre. Pense. Sonhe. Não tenha medo de ser livre. Seja novamente uma criança, que deseja com toda a sua alma. E, acima de tudo, não deixe de contagiar o mundo com a sua subjetividade, pois, sem ela, o mundo não seria o que é.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
"Beautiful bird could fly..."
Na vida, às vezes, nos deparamos com situações que nos fazem refletir... acerca de nós, acerca das coisas que nos cercam. Encontramos, muitas vezes, pessoas que se tornam mais que especiais. Às vezes nos sentimos tão só e abandonados que um simples sorriso de um estranho colore o nosso dia. Somos, algumas vezes, surpreendidos por achar beleza no simples ato de ver uma criança brincando na sua inocência. Tudo isso, e um pouco mais, reflete a nossa capacidade de olhar o mundo de maneiras diversas. Nos sentimos pouco sensíveis em determinados dias, mas em outros, já nos emocionamos com o desabrochar de uma rosa perfumada no jardim alheio. Hoje pode ser que não tenhamos vontade de sair de casa, pra não enfrentar o caos, mas também pode ser que estejamos afoitos para poder admirar as cores e os aromas do dia.

terça-feira, 16 de setembro de 2008
ATITUDE!!!










