José Saramago, 87 anos
Mostrando postagens com marcador Simplesmente Leituras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Simplesmente Leituras. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O Conto da Ilha Desconhecida
O homem, a mulher da limpeza, o rei e o capitão do porto. Um barco para ir à busca da ilha desconhecida. Uma viagem sem destino, uma embarcação velha e sem tripulação. Uma história. Um conto de Saramago. Não é preciso muito para que nos entreguemos a esse fantástico autor. São necessárias poucas linhas para que nos vejamos imersos em um mundo ao mesmo tempo distante e tão próximo de nós mesmos. Uma leve narrativa, mas uma profunda reflexão.
Um homem chega à porta do rei para lhe pedir um barco. Para quê um barco? Para ir à busca da ilha desconhecida. Um pedido estranho para um objetivo mais estúpido ainda. Mas o rei não lhe nega. No cais o barco lhes espera, a ele e a sua nova companheira, que até então trabalhava no palácio, mas se apaixonou por esse plano de viagem (não só pelo plano). O dia foi para limpar o barco, encargo da mulher, e para alistar marinheiros para a viagem, frustração do homem. Sozinhos, sem experiência, sem destino, mas com um propósito, é suficiente.
A noite sempre nos traz surpresas. Não será diferente aqui. Um sonho. Uma viagem. Um encontro. Mesmo no sonho ele ainda enfrenta obstáculos. Um caminho desconhecido precisa ser percorrido. Mas ele não pode se desviar. Paciência deve estar sempre em seu sustento. No final do caminho o destino. O desconhecido, porém, não está mais ali. Um novo caminho precisa ser pensado para que um destino possa ser avistado.
A aurora desponta. Mas não vem sozinha. Com ela a certeza de que é preciso uma viagem confirma-se. O casal faz os últimos ajustes no barco. Pronto o Ilha Desconhecida está navegando pelas águas traçando seu destino. Numa viagem necessária a todos nós.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Fragmento 5
.Sei o puldo das palavras a sirene das palavras
Não as que se aplaudem do alto dos teatros
Mas as que arrancam caixões da treva
e os põem a caminhar quadrúpedes de cedro
Às vezes as relegam inauditas inéditas
Mas a palavra galopa com a cilha tensa
ressoa os séculos e os trens rastejam
para lamber as mãos calosas da poesia
Sei o pulso das palavras parecem fumaça
Pétalas caídas sob o calcanhar da dança
Mas o homem com lábios alma carcaça
Vladimir Maiakóvski
Assinar:
Postagens (Atom)
