sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Primeiro amor
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Minha vida de volta
Viver já não é mais tão divertido. Em meio a prazeres, improvisos e imprevistos, sempre surge a obrigação de ser adulto. As horas voam e eu não me posso perder nas nuvens. O relógio já denuncia meu atraso. 5 minutos. 10 minutos. 15 minutos. Mas eu só queria ter um pouco mais de tempo para ouvir a música. Crescer é chato. Ter que cumprir prazos é viver na eterna sanidade. Estabelecer metas é acabar com a aventura. Crescer é deixar de ser louco. É ver-se transformado em uma pessoa urbana. Não, não são pessoas: números, estatísticas, engrenagens... Crescer é deixar de ser humano.
Não pode fazer falta. Não posso querer voltar para lá. Afinal, cresci. Não tenho tempo para babaquices. E ainda há os que dizem que, enfim, sou maduro. Maturidade é rir da idiotice dos outros e repeti-las para que eles riam de você. Agora tenho preocupações, de fato, reais. Mas o que realmente importa é se vou sentir aquele aperto no coração ao vê-la, se vou sentir palpitações se ela pegar na minha mão, ou se nossos olhos vão se encontrar. O que importa é se a lua vai se mostrar hoje ou se vai se esconder atrás das nuvens.
Não queria crescer. Ninguém me perguntou. Só cresci e pronto. E agora? Agora só me resta a saudade... A saudade e a esperança... A esperança e a malandragem. Não vou ser adulto. Vou sair desse jogo, cansei dele. Prefiro a loucura e a sabedoria da infância ignorante. Não preciso ser entendido, quero é sentir o cheiro do azul do sol na tarde de inverno. Que as flores me beijem pela manhã e, assim, eu carregue comigo durante todo o dia seu sabor. Quero que os pássaros venham me confessar seus segredos para que eu cante um bolero à beira do mar.
Vou voltar a viver.
E ai de quem tentar me impedir: que os abomináveis homens da neve o enterre nas dunas místicas do Saara...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
amor
sábado, 24 de dezembro de 2011
El llanto
sábado, 5 de novembro de 2011
Ego
sexta-feira, 17 de junho de 2011
vou ser
sábado, 28 de maio de 2011
Vizinha
domingo, 23 de janeiro de 2011
“Se hace camino al andar”
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Labirinto
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Confissão
Y ya no quiero despertar
Tu nombre lentamente se escapa de mis labios
Y brillarás un poco más
En mi cielo inalcanzable
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A senhora que voa do céu a nós (Angústia e Solidão)
sábado, 30 de janeiro de 2010
Último Suspiro
Ficou agitado ao perceber que eu ainda estava ali. Não me disse nada. Gostava da minha presença, apesar de temê-la. Sentou-se na cama e suspirou fundo. Levantei meus olhos e admirei sua força. Ele me olhou. Nos olhos. Da felicidade ao ódio, em um lapso. Vá embora! Há quanto tempo aqueles olhos não me viam... Há muito tempo não ouvia sua voz. Suave e rouca. Não saí. Ele implorou. Mas eu não queria deixá-lo. Ele chorou. Eu chorei, não sabia por que estava chorando. Ele disse que me levaria embora. Eu não quis. Queria ficar com ele. Mas ele não me queria mais. Eu não acreditei. Ficou por isso.
Não nos vimos o resto do dia. Ele me deixou sozinho. Achei alguns biscoitos esfarelados, um resto de café frio e um leite azedo. A fome apertou e quase desisti. Mas não iria deixá-lo mais. A tarde abafada demorou a passar. Enquanto esperava me lembrei dos anos roubados pelo tempo. Como éramos felizes. Ao menos ele não estava sozinho. Esperava ansioso até que ele chegasse. Conversávamos e ríamos muito. Mesmo quando eles brigavam, ele ia ao meu quarto e a gente simplesmente aproveitava a companhia um do outro. Não precisávamos de palavras.
Lembro uma tarde, a que ele foi embora. Eles haviam gritado muito. Até quebraram alguns pratos. Da gritaria algo que ela disse me sangrou o fundo da alma: ‘não quero mais saber de você!’. Sabia muito bem o que isso significava. Quando ele foi ao meu quarto estava escondido na cama; com medo. Ele me abraçou. Disse que a gente não ia mais se ver. Eu chorei muito. Ele também. Mas as lágrimas não o impediram de me machucar. O que mais doeu foi ficar a noite toda acordado. Quem sabe ele não voltava pra casa... Ilusão. Decepção. Estávamos sozinhos; e ninguém pra nos abraçar.
A noite entrou fria. Pensei que não o veria de novo. Mas ele veio. Trouxe comida pra gente. Enquanto comíamos, ele me olhava. Feliz. Há muito tempo não sorríamos. Não havia mais dor, não existia outra coisa no mundo. Só nós dois, aquele quarto. Estava tudo perfeito outra vez. Conversamos e rimos. Mas ele não era o mesmo; eu também não. Muito tempo havia passado. Mesmo assim, ele não quis que eu ficasse ali. Não havia nada que eu pudesse fazer. Aceitei e disse que de manhã iria embora. Ele sabia que era mentira.
De repente, uma batida à porta. Ele esperava alguém? Não. Também estava surpreso. E, pior, assustado. Ele me olhou e me mandou esconder debaixo da cama. Fui, com receio. Ele abriu a porta. Aqueles homens não pareciam contentes; muito menos seus amigos. Gritavam e empurram-no. Entraram e começaram a quebrar o pouco que tinha por ali. Desespero e medo. Pude ver em seu rosto. Mas eles me descobriram. Eu não sabia o que estava acontecendo. Eles me machucavam; batiam
Ainda pude ver a dor em seus olhos. Eu te amo. Foi o que ouvi ele sussurrar. Não me deixa de novo. Foi o que eu lhe disse. Ele chorava muito, eu não conseguia. Ele me abraçou forte e não me soltava, mesmo enquanto o puxavam e o empurravam com muita força. Ele ignorava a dor e me olhava no fundo dos olhos. Ele ainda me sorri... O último sorriso seu que eu posso ter. O mais belo de todos os que já me havia dado. O mais sincero. O mais profundo. O mais melancólico. A dor é muita. Mas não quero perder meu último momento com ele. Aspiro cada segundo, cada detalhe do seu rosto, cada lágrima de seus olhos... Levo tudo comigo. Deixo pra ele minha ingenuidade; meu amor teimoso, meu último suspiro...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Poesia de si mesmo
A noite era fria e o vento cortava o pasto. A lua, grande e desbotada, sorria-lhe, contemplando as estrelas dançantes. Não via sinal de chuva, embora da terra sentisse desprender-se aquele aroma delicioso que despertava seu desejo. Estava a sonhar, quase acordado, um sonho perturbado, mas sentia-se bem, não feliz, mas bem. Não queria que o sonho acabasse, mas um seco latido, vindo de depois das montanhas, com certeza, o assentou na úmida noite. Sentiu desconforto pela dureza da terra, mas não se moveu. Vagou o olhar, tão preguiçosamente quanto pensava, pelo céu. Não se fixou em nada, apreendia, inconsciente, a noite.
Suavemente, voltou ao sonho. Sentiu-se leve, mais que uma brisa. Ainda conseguiu ver seu corpo timidamente esticado e voou num relâmpago. Foi-se sentindo mais pesado, mais significativo, atestou que voltava a ser alma vivente. Mas a luz não lhe permitia ver, apenas sentia o vazio em volta de si. Nenhum vento, nenhum cheiro, somente o silencioso eco no nada. Se não fosse o calafrio percorrendo todo o seu corpo ao sentir cair aquela única e salgada lágrima, diria que já não mais era. De fato, era, mas nele mesmo. Despedaçado para formar um todo; mas um todo que só existia em si. Era o que estava a observar.
Sentiu-se unânime, sentiu-se universo. Essa complexidade não havia existido nele. Incapaz, instável, diminuiu-se na imensidão de ser, do seu ser. Era e simplesmente deveria ser. Mas não se conhecia. Não até então. Era completude e fragmento. Era sonho e realidade. Compreendeu e, então, chorou.
Chorou por conhecer sua realidade. Chorou por não se lembrar mais de suas doces lembranças. Chorou por ser alma carcereira de um espírito impetuoso. Chorou por não saber por que chorava. Chorou e se conformou com tudo o que se deveria conformar.
Passou-se tempo; tempos e momentos memoráveis, mas longe de ser aquilo com o que se deseja ser eterno. Mas sua eternidade, e isso o alentava, ali era breve. Sentiu e pensou o que não queria, mas foi com isso que aprendeu a ser poeta. Poeta, aprendeu a amar, única sensação a que se deu o trabalho de dissecar, não por beleza, mas por disparidade. Amou e não se cansou de querer amar. Só o que não gostava era dos sonhos.
Sempre que sonhava, acordava sufocado por uma angústia infinita. Não compreendia os sonhos, nem sequer os queria compreender. Pensava neles e logo se arrepiava por uma realidade tão impalpável. Era essa, no entanto, viria logo a saber, a angústia de um filho saudoso de seu lar. Mas ainda era cedo e não lhe convinha pensar em matérias tão longe das simples sensações a que seu corpo se submetia. Matéria esta que lhe exigia sentir com o espírito, algo absurdamente impossível.
Mas o que, ao parecer, estava longe de seu destino, anunciou-se numa esplêndida aurora. A dor foi intensa. Se pudesse não senti-la, ou simplesmente não conhecê-la. Seu corpo reacionava violentamente contra a agonia da alma. No entanto, o espírito regozijava-se. Um conflito de sensações estranhas percorria pesadamente seu corpo, morrendo ao se deparar com a vibração obscura do espírito. Já pouco sentia, já quase nada vinha-lhe à memória, já o eco gritava o silêncio aos seus ouvidos e a agitada luz dançava em seus olhos. Um zumbido fino cortava seu corpo. Afogou-se em si e desvaneceu.
Sentiu escorrer em seu rosto uma gota d’água. Chovia. Levantou os olhos e não podia contar as estrelas, mas sabia que eram muitas. Imaginou a lua, reinando por trás destas nuvens. Pensou na terra úmida que suportava seu pesado corpo, e na grama amassada por debaixo de si. Tudo em um lapso revigorante. Sorriu e decaiu-lhe do rosto uma lágrima que, misturada à chuva, regou religiosamente a terra. Voltava a ser poeta de si mesmo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sofia
Foi numa noite como esta que ela chegou. Eu nada podia fazer naquele momento. A tempestade foi rápida e avassaladora. Lembro-me bem porque o meu corpo sentia este mesmo estremecimento ao ser sacudido pela brisa da manhã que estava por vir. Não dizia nada. Palavra nenhuma poderia dar um destino diferente àquela noite. Senti-me prisioneiro da minha alma, clandestino em meu corpo. Culpado e com nenhum esforço para obter a inocência, carreguei religiosamente meu sinistro fado.
A sombriedade dos dias que se seguiram foi-me remédio, comparada ao peso da dor que violava meu espírito. Fui o eterno doente a quem não interessa a cura. Deleitava-me em meus pesares. A cada angústia regozijava-me, como o pai se regozija ao receber em casa o filho outrora perdido. Não questionei o destino de meu espírito; minha alma se esparcia, então, na densa escuridão em que vivia. Onde habita, oculta, a luz.
Dói-me sua agressão; lastima-me seu toque. Carrego no espírito as incuráveis chagas que ela me trouxe, na alma, o ardente desejo de possui-la e no corpo, as inegáveis evidências do meu pecado. Cigana, me ressuscitou da morte causada por ela mesma. E, por isso, aprisionou-me. Não há caminho de volta. Assim como a noite esconde o dia, seu mistério arrebatou meu ser.
Amo-a por isso odeio-a. Somos.
sábado, 30 de maio de 2009
Dor

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Fé

Se sou um homem de dúvidas
Ou um homem de fé
Certezas o vento leva
Só duvidas, continuam de pé
*Paulo Leminsky
“[...] somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma. Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.
*Paulo, o apóstolo
Se me perguntassem qual é a coisa mais difícil de se definir, não pensaria muito: a fé. Sim, a fé. Uma palavra muito pequena, mas multifacetada. Não é como o amor, também difícil de se perceber, ou a vida, eterna dúvida do homem; mas é algo um tanto misterioso, com uma pitada de ‘resposta para tudo’. Como medir a fé? Como saber que temos fé? Como ver a fé? São perguntas que não têm resposta. Podemos pensar que temos fé porque acreditamos em algo que está além do nosso entendimento. Mas não é tão simples assim.
Pensar em fé seria pensar em não duvidar? Não creio que seja assim. De fato, quando pensamos em fé logo pensamos em dúvidas e em certezas, mas, além disso, a fé se envolve com nossas escolhas. Ela possui um laço estreito conosco mesmos, enquanto com as dúvidas e as certezas do mundo, ela está separada por uma parede, não, por um biombo. Isso porque ela tem mais a ver com o que é subjetivo do que com que identificamos como coletivo. Por exemplo, quando vemos em uma igreja um grupo que se reúne todos os dias, não digo que é a mesma fé que os une; a soma das fés (me permitam o neologismo) individuais que ali se encontram vai além de um conhecimento compartilhado por aquelas pessoas. Cada um com a sua fé consegue conviver com a fé do outro, identificando aproximações e casamentos entre subjetividades. Assim, surgem comunidades composta de várias subjetividades aproximadas e convergentes.
Mas ainda existem várias faces da fé que ainda não conseguimos ver muito claramente. Uma delas diz respeito às dúvidas e certezas, mas essas individuais. O homem é um ser cheio de dúvidas, indagações, incertezas, ou seja, é essencialmente filósofo. Alguns conseguem viver plenamente com essas dúvidas (não me perguntem como), outros, se desesperam e acabam ficando loucos (são os que encontramos na literatura), existem ainda aqueles que conseguem viver “pacificamente” com suas dúvidas, alimentando-as, às vezes, e buscando mais de si mesmo nelas. Podem haver outros tipos (não que eu queira catalogá-los), mas ver esses já é suficiente. Como a fé age no homem, então? Acho que a pergunta deve ser outra: como o homem age com a fé? E agir vai além que uma simples ação momentânea, mas abarca um conjunto de ações que influem, então, em algo bem maior, como a própria vida.
Para se aproximar de algo que pareça como uma resposta a essa pergunta, precisamos pensar a relação que a fé estabelece com as dúvidas e as certezas. Primeiro, certezas nem sempre são tão certas assim, então, fiquemos com as dúvidas. Segundo, dúvidas nos levam a mais dúvidas, então, não nos aprofundemos muito para não nos perdermos. Por fim, um fato inevitável, a fé se torna resposta bastante recorrente às dúvidas; ela é o lastro de respostas a perguntas difíceis. Assim, bem no senso comum, a fé é a válvula de escape. Mas ela está além disso. Ela está na dúvida, na sua constituição e na sua essência; é a fé que nos faz duvidar de certas coisas e ter certeza em outras. A fé tem muito mais ligação com a dúvida do que imaginamos, está mais ligada a nós que podemos ver.
Assim, a fé é que leva o homem a tomar esta e não aquela decisão, a fazer determinadas escolhas. Por mais que não vejamos, é a nossa fé que nos aponta os caminhos que seguimos e os que não seguimos. Tudo o que o homem se propõe a fazer é conforme sua fé. Suas ações, suas escolhas, suas decisões são todas fundamentadas na fé que ele carrega. Não sei dizer até que ponto a fé é inata e até que ponto ela é adquirida, mas uma coisa eu tenho por certa, ela se confunde constantemente com a consciência humana. É o famoso ‘algo me diz’. E, assim, vejo que é a partir da nossa fé que desenvolvemos todos os outros sentimentos que sentimos. Todas as nossas certezas são conjeturadas pela fé, assim como as dúvidas o são.
Essa é apenas uma das mil faces da fé. Outra se aproximaria daquilo em que acreditamos. Um assunto um tanto complicado que aqui não pretendo desenvolver, já que diz de algo bem mais subjetivo que o aqui apresentado. Quem sabe em outra oportunidade eu discorra um pouco sobre aquilo em que acredito. Mas creio que existe algo em que todos acreditamos, pelo menos devemos acreditar: em nós mesmos. O que é ter fé em mim mesmo? A resposta, creio, está na jornada; ainda não terminei o caminho.
sábado, 25 de outubro de 2008
Um Mundo Só Meu
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
"Papai, eu quero a lua"

É tão bonito ver a inocência das crianças e pensar que um dia nós também éramos assim. Mas o que não vemos é que essas pequenas criaturas têm muito a nos ensinar. Apesar de sempre declararmos isso, nossas palavras, como sempre, soam vazias e nos fechamos ás mínimas lições da vida. Como o mundo seria melhor se conservássemos aquela fé que, verdadeiramente, move montanhas. Aquela confiança nas pessoas. Aquela esperança de que nossos sonhos se realizarão.
Mas crescemos. E o mundo nos ensina a não sonhar, a não desejar, a não viver livremente. Não podemos mais acreditar nas pessoas, ou em nossos sonhos. Devemos aprisionar tod
os os nossos impulsos de liberdade e viver exclusivamente em prol da humanidade. Engraçado, a humanidade é feita de pessoas. Indivíduos com suas vontades, seus sonhos, suas individualidades, seus anseios. Como, então, uma humanidade pode viver sem liberdade? O coletivo sufoca o desejo subjetivo. É como se a parte não importasse para a plenitude do todo. Mas que grande contradição. Os sonhos individuais, transformados em sonhos coletivos é que movem o mundo. As idéias partem de um indivíduo e contagiam a sociedade. Não existem desejos coletivos, existe comunhão de intenções. Os bons indivíduos são aqueles que expõem seus desejos para a sociedade. As idéias que movem o mundo partiram de mentes livres.
Por isso, não deixe de desejar, não para de acreditar nos seus sonhos, não se submeta à sociedade. Seja um indivíduo livre. Pense. Sonhe. Não tenha medo de ser livre. Seja novamente uma criança, que deseja com toda a sua alma. E, acima de tudo, não deixe de contagiar o mundo com a sua subjetividade, pois, sem ela, o mundo não seria o que é.












